A mudança de perspectiva das marcas de luxo em tempos de e-commerce

Neste final de semana, foi veiculada no site de uma importante revista nacional uma matéria que abordava como as marcas de luxo estão se adaptando às inovações tecnológicas da atualidade. Como exemplo, o texto citava a Prada que, em 2015, tinha como meta manter a experiência de compra somente nas lojas físicas, o que significava não investir nas plataformas digitais.

Apenas um ano depois, a marca de moda italiana, entretanto, já havia consolidado parcerias estratégicas com importantes plataformas especializadas no comércio virtual e, em 2017, foi a vez da grife liderada por Miuccia Prada, finalmente, disponibilizar para os clientes o seu próprio sistema de vendas online.

A mudança de perspectivas da grife italiana em um período tão curto de tempo demonstra que o e-commerce já deixou de ser uma tendência para se consolidar como uma ferramenta de importância vital para as marcas de alto padrão. Em todo o mundo, os índices de crescimento do comércio virtual vêm se sucedendo ano a ano. No Brasil, esse panorama não é diferente e os consumidores brasileiros estão entre os que mais realizam compras através da internet.

Assim como já é um fato consumado a importância do setor para os resultados das principais grifes do mundo, outra certeza que existe no mercado é que ainda é possível e necessário investir em tecnologia e inovação para estimular as experiências virtuais e, dessa forma, potencializar as vendas online.

Uma maneira fácil de identificar esse cenário é perceber que existem muitas lojas físicas que são autênticas referências em bom atendimento, em conforto e em luxo. Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos sites ou plataformas online para a realização de compras. Os sistemas ainda devem melhorar muito no sentido de transportar as sensações e experiências vividas no varejo físico para o mundo virtual.

As mídias sociais já se tornaram ferramentas fundamentais para a divulgação dos lançamentos e novidades das principais grifes do mundo. O próximo passo deverá ser a transposição do valor das experiências e sensações vividas nos ambientes físicos para o momento da compra online.