Ato em Amsterdã tem confronto entre negacionistas e policiais

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A polícia da Holanda dispersou neste domingo (17/01) cerca de 2.000 pessoas que participavam de um protesto não autorizado em Amsterdã contra as medidas de lockdown para conter o avanço da covid-19, que acabou em confrontos entre manifestantes e policiais.

Os ativistas negacionistas se reuniram na famosa praça Museumplein, que reúne alguns dos museus mais populares da capital holandesa, como o Rijksmuseum, o museu de arte moderna Stedelijk e o museu de Van Gogh.

Os participantes erguiam cartazes com frases contrárias à vacinação contra o coronavírus e também em oposição ao governo do primeiro-ministro Mark Rutte, que renunciou nesta semana, e suas medidas para conter a epidemia no país. "Liberdade: parem com este cerco", dizia um dos cartazes. "Vacina para covid = veneno", afirmava outro.

Segundo autoridades holandesas, ninguém usava máscaras, que não são obrigatórias em locais a céu aberto, e poucos respeitavam as regras de distanciamento social, levando as forças de segurança a dispersarem a multidão devido a preocupações sanitárias, disse Amsterdã em comunicado.

A prefeitura da cidade havia rejeitado o pedido para a realização da manifestação na Museumplein. Mas os manifestantes se recusaram a deixar o local quando ordenados pela polícia, e alguns atiraram fogos de artifício e tijolos contra os agentes.

A polícia de choque então usou canhões de água para tentar dispersar os manifestantes. Autoridades afirmaram que prenderam cerca de cem pessoas no âmbito do protesto.

"Por causa do perigo à saúde pública, é importante que todos sigam as medidas em vigor. Os manifestantes não estão fazendo isso", escreveu a prefeitura no Twitter.

Restrições na Holanda

Em dezembro, o governo holandês fechou escolas e a maior parte do comércio para tentar conter um aumento nos casos de coronavírus. Nesta semana, o lockdown foi estendido por pelo menos mais três semanas.

No início da pandemia, a Holanda se mostrou um tanto mais relutante do que a maioria de seus vizinhos em impor medidas restritivas anticoronavírus. Mas durante a segunda onda de infecções no inverno europeu, acabou cedendo em meio ao avanço dos casos e a pressão em seus hospitais.

Nesta semana, o premiê Mark Rutte anunciou a renúncia de seu governo ao assumir a responsabilidade por um escândalo que abalou o país, onde milhares de famílias foram injustamente acusadas de fraude relacionada a benefícios sociais.

Contudo, a fim de supervisionar a resposta à crise da covid-19, o gabinete atual permanecerá exercendo suas funções de forma interina até as próximas eleições parlamentares, marcadas para 17 de março, quando acaba o terceiro mandato de Rutte.

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