Com máscaras e sem papel, cursinhos se reinventam em retorno de aulas presenciais

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As salas de aula não são mais como antes, pelo menos por enquanto. Com uma série de medidas de biossegurança, cursinhos de Campo Grande começam a retornar com as turmas presenciais.

“A palavra de ordem é cautela”, destaca Raquel Siufi, que ministra aulas de redação. Para a professora, muitos alunos que estavam desmotivados ganharam uma injeção de ânimo com o retorno à sala. “Os vestibulares vão acontecer e muitos precisam dessa motivação que o professor dá”, explica.

No cursinho com mesmo nome, a professora Raquel explica as medidas que contam no plano de biossegurança aprovado pela prefeitura. “Medidas são cumpridas à risca: todos de máscara, distanciamento mínimo, janelas abertas, álcool gel e nada de manipular papel, é tudo só pelo computador”, detalha.

A professora, que atua há 25 anos na área, fala sobre os desafios nos novos tempos. “O maior deles [desafios], com certeza, é usar a máscara, porque a gente fala muito, mas temos que nos adequar. Temos que procurar ser motivacionais para os alunos”, pontua.

As medidas para garantir a segurança dos alunos e professores variam. Em um cursinho preparatório, localizado na Vila Sobrinho, os alunos têm temperatura aferida antes de entrar em sala. Já a professora Isalí, além de outras medidas, adotou o tapete higiênico, que ao pisar, o calçado entra em contato com desinfetante e elimina o vírus. “Tivemos que mudar horário de cursos para atender todas as exigências”, declarou José Leôncio, do cursinho Major Training.

Incertezas

Alguns cursos iniciaram esta semana e ainda estão em fase de avaliação. Devido ao número reduzido de alunos e de todos os cuidados que devem ser seguidos, alguns cursinhos avaliam que podem retornar com aulas somente online.

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