O reconhecimento de um ícone

No mês de janeiro deste ano, o governo chinês divulgou que em 2017 o crescimento econômico do país foi da ordem de 6,9%. O resultado, muita acima da média mundial, é um dado concreto que destaca a importância chinesa dentro do cenário econômico mundial e seu impacto nos mais diversos setores de mercado.

No segmento de luxo, essa importância também é contundente. Basta analisar as informações de faturamento de algumas das mais importantes marcas de alto padrão do mundo para identificar o mercado chinês como um dos grandes responsáveis pelo bom desempenho.

O país que detém o título de segunda maior econômica do mundo, se por um lado é uma referência no quesito consumo, é também destaque no que se refere às violações de direitos autorais e de propriedade intelectual.

Por isso, na última semana, a notícia de que a Dior recebeu o veredito positivo referente a um processo contra o Conselho de Controle e Atribuição de Marca Registrada da China, após uma batalha judicial que levou vários anos, foi muito bem recebida por todas as empresas e marcas de atuam no mercado premium.

Através da decisão, o tribunal chinês reconheceu o direito da Dior de registrar como propriedade intelectual da marca o conhecido frasco no formato de lágrima de seu icônico perfume J’adore.

O reconhecimento deste verdadeiro ícone do mercado de alto padrão pelos institutos de proteção de marca da China, sem dúvidas, deve marcar um avanço nas relações comerciais e aumentar a credibilidade do país quanto ao seu papel de combater as ações de infratores nesta área.

A decisão chinesa é um passo importante para que as marcas de luxo aprofundem ainda mais os investimentos no país. Aliando um grande potencial de consumo a leis mais severas no que tange a proteção dos direitos de propriedade, o mercado oriental deve se consolidar como um dos principais focos de atenção das empresas do setor.