Razões que mostram por que você não deve escolher vacina

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Por que não devo escolher minha vacina?

  • É urgente criar imunidade individual contra a Covid
  • É preciso acelerar e aumentar a cobertura da população
  • Não há vacinas suficientes para o 'sommelier'
  • É prioridade evitar a circulação do vírus e novas variantes
  • Salvar vidas é também uma responsabilidade coletiva

Sim, é verdade que as vacinas têm eficácias diferentes (em estudos que foram conduzidos de forma distintas e nem sempre são comparáveis). Mas a prioridade, neste momento, não é dar a vacina de maior eficácia a todos ou escolher a própria vacina, defende a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) de 2011 a 2019.

"As pessoas têm que entender que é exatamente isso: as vacinas, todas elas, têm eficácias diferentes no nível individual. Quando a gente olha o nível coletivo, todas elas têm uma elevada eficácia para diminuição de gravidade, internação e óbito. Que é o nosso objetivo agora", lembra Domingues.

 

CoronaVac

Nos ensaios clínicos finais, a CoronaVac teve uma eficácia de 62,3% contra casos sintomáticos de Covid-19, quando aplicada com mais de 21 dias entre uma dose e outra.

Ela também evitou 83,7% dos casos que precisaram de atendimento médico, mesmo dos mais simples, e preveniu que houvesse internações ou mortes por casos moderados ou graves de Covid-19.

Na "vida real", a vacinação no Chile mostrou que a Coronavac teve 80% de efetividade contra mortes por Covid e de 89% contra casos graves. A vacina também evitou casos e mortes no Uruguai.

No Brasil, o estudo em Serrana (SP) mostrou uma queda de 80% nos casos sintomáticos da doença quando cerca de 96% da população recebeu a CoronaVac. As hospitalizações caíram cerca de 86%.

AstraZeneca/Oxford

Nos ensaios clínicos, a vacina de Oxford/AstraZeneca teve eficácia de 76% contra casos sintomáticos e de 100% contra casos graves. Mais tarde, os cientistas descobriram que, se o intervalo entre as doses fosse ampliado para 3 meses, a vacina tinha uma eficácia ainda maior.

Ela também é capaz de fornecer uma boa proteção apenas com uma dose, mas é necessário tomar as duas.

Na "vida real", a vacina conseguiu reduzir o risco de internação por Covid-19 em até 94% na Escócia. Também há estudos apontando que a vacina pode reduzir a transmissão do vírus, além da doença.

Pfizer

Nos ensaios clínicos, a vacina da Pfizer teve a maior eficácia: conseguiu 95%. Na "vida real", também teve efetividade similar em alguns estudos, como em um feito em Israel. Também há estudos apontando que ela é capaz de impedir a transmissão da Covid-19, e não só um quadro de doença.

 

Janssen/Johnson

A vacina do laboratório Janssen, do grupo Johnson & Johnson, foi aprovada para uso emergencial no Brasil e chegou ao país  terça (22).

Nos ensaios clínicos, o imunizante, o único de apenas uma dose, teve eficácia de 66% contra casos sintomáticos e 85% contra casos graves de Covid-19.

Ainda não há levantamentos de efetividade da vacina na "vida real". Até agora, ela foi aprovada para uso emergencial nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, União Europeia e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas só começou a ser aplicada depois de outras vacinas – como a de Oxford/AstraZeneca, da Pfizer e da Moderna.

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